Quero ser Jogador: Daniel Franco compara o futebol antigo com atualmente

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Daniel Franco é ex-atleta, jogou no Internacional praticamente sua vida toda. Contou ao Quero ser Jogador que começou a sua carreira como atleta aos 11, 12 anos de idade. É natural de Minas do Leão, região carbonífera. Foi para Porto Alegre através de um vizinho de seus pais, no interior, onde foi em busca de conseguir algo diferente/ fazer um teste no Inter.

– Fiz, passei. Tinham em média, duas, três mil crianças. Passei e aqui começou minha trajetória. Morei três anos com um tio meu no Partenon em Porto Alegre, porque não podia (e até hoje não pode, com menos de 15 anos) morar no alojamento do clube. Logo após fui morar no alojamento e graças a Deus aos 17, 18 anos eu já estava no profissional do Inter.

Assim começou a sua trajetória. Jogou no Inter por quatro anos, conquistou alguns títulos, dentre eles, Copa do Brasil, Gaúchão, Copa Governador. Foi transferido/ vendido para o Corinthians, onde também ganhou Copa do Brasil e Paulistão. De lá passou pelo Atlético Mineiro, Bahia, jogou na Alemanha, depois no Avaí, Fortaleza, e ao total foram 18 clubes em sua carreira. Daniel Franco aproveitou para falar sobre como os meninos de hoje em dia devem encarar o futebol.

– Bom, primeiro que ele teve uma evolução muito grande. Mudou muito o futebol da minha época para hoje em dia, principalmente questão de assessoramento.

– Hoje, se o menino tem um bom agente, (não falamos mais tanto em empresário, e sim em agente) ele vai cuidar total e integral da carreira do menino. Contrato, assessoria, moradia, como investir o seu dinheiro, etc. E isso melhorou.

Hoje em dia, o atleta com 16 anos já faz o seu primeiro contrato profissional, isso já dá uma segurança até certo ponto para ele. Já pode pensar em ajudar familiares, por exemplo. Mas, ainda existe no futebol, o malandro, como em toda a área. O agente que procura tirar proveito de um menino ou outro, o “atravessador” que o menino tá com um agente e ele começa a se atravessar para tirar proveito, principalmente quando tem algum negócio importante para o atleta.

– Então, é importante para o atleta e para seus familiares, ter muita consciência e conhecer bastante aquela pessoa no qual vão entregar a carreira do filho. É importante que tenham conhecimento dessa pessoa, tirem informações desse profissional para que não venham se arrepender logo ali.

– É importante também que este agente seja uma pessoa que não vai só aparecer na hora de assinar o contrato e pegar os percentuais dele. Não. Que ele realmente assessore a carreira do menino. Em uma transferencia para Europa, ou algo assim.

Daniel lembra de sua história, e é importante que os advogados que têm esse conhecimento do direito esportivo. É uma lei nova, que exige muito estudo por parte dos advogados. São poucos que tem uma qualificação grande nisso. Porque entra essas questões de impostos de renda, que são muito diferentes na Europa.

– Por exemplo, eu quando fui jogar na Alemanha, (aí tu tens que conhecer um pouco as normas do pais) o empresário que me levou, um cara de Curitiba – PR, a gente pedir carro, casa, tudo. Mas, a partir do momento que está ali “quero casa” subentende-se que é casa com móveis, com tudo. Cheguei na Alemanha e os caras me deram um apartamento vazio.

– Eu vou dormir no chão? Os caras responderam, o teu empresário não pediu móveis. Que absurdo isso. Como tinha um empresário da Alemanha que estava junto no negócio, os caras tiveram que comprar/ mobiliar meu apartamento, porque não estava no documento e o clube não deu. Dai os caras tiveram que bancar isso pra mim. Então são detalhes, que às vezes se o cara não tem conhecimento, isso muda de país para país. Tem que ter esse conhecimento porque se não um detalhe acaba frustando uma negociação e acaba prejudicando uma carreira de um menino. Então, é importante tudo isso. Daniel Franco.


Assista ao vídeo:

Já pensou em ter uma carreira internacional?


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