Quero ser Jogador: A história de Douglas Paré – parte 2

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Em 2012, Douglas Paré foi para o Inter de Santa Maria – RS, não recebeu o salário prometido. Logo depois, foi para o Guarany Futebol Clube, de Bagé – RS, onde ficou por quatro meses e recebeu tudo conforme o combinado. Neste meio tempo, sua mãe ficou doente.

– Assim que eu voltei para casa, minha mãe estava doente, com depressão, muita coisa. Meus irmãos (tenho uma irmã de 23 e um irmão de 18 anos agora) sentaram comigo e falaram que precisavam de mim mais perto, não tinha como ficar longe, e eu falei, então tá, vou trabalhar. Pela família, não tem, a gente faz de tudo. Então falei que ia trabalhar, ficar perto, e se pintar alguma coisa melhor a gente vê e resolve depois.

Douglas acabou não indo atrás, não procurando, para poder ficar em casa, perto da sua mãe. Passou um ano, onde ficou totalmente parado do futebol, trabalhando como cobrador de ônibus.

– Acabei trabalhando e ficando com minha família. Só que a vontade de jogar, não tem. Desde criança, é bem difícil a gente parar de jogar. E, pintou uma oportunidade de jogar a série A em Rondônia.

Douglas Paré pensou, sua mãe estava melhor, todo mundo tranquilo, seu irmão casado, sua irmã já mora sozinha, e achou que dava para ir. Aceitou a proposta e foi. Quis dar seguimento, trabalhou, daí já viram que ele estava de volta. Foi importante.

– Um outro treinador, agora, do Estância, o clube que estou jogando agora, ficou sabendo. Quando terminou o campeonato ele já me chamou para disputar a terceira divisão, a gente tá na fase do mata-mata. Então, consegui dar seguimento este ano. Consegui dar seguimento no trabalho e agora já têm algumas coisas aparecendo.

– Graças a Deus, hoje já recebi uma ligação, o Estância vai disputar o segundo semestre, já se interessou em renovar. E, hoje, eu com 28 anos, eu me sinto mais maduro, por todas as situações que já passei. Por, às vezes, ter que ouvir e não falar e achar que por ter personalidade tem que falar, no meio da bola não é bem assim. Então hoje eu me sinto bem maduro, focado e tenho outra visão. Talvez se eu tivesse essa visão antes, talvez seria diferente. Douglas Paré.


Assista ao vídeo:

Para conhecer a primeira parte da história de Douglas Paré, clique aqui.

Você se sente maduro para jogar futebol?


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