Juan Jesus acredita que em tudo se pode melhorar

Por   | 

Juan Jesus, atualmente na Inter de Milão, falou para o Quero ser Jogador sobre sua determinação para ser um jogador de futebol profissional.

– Um dia, estava pensando no Beira-Rio (estádio do S.C Internacional) não, não posso desistir. Porque é minha oportunidade, eu vim aqui, saí lá de Minas para vir pra cá. Eu tenho que trabalhar.

Juan via outros jogadores saindo para noite, convidando: “ah, vamos…”, não! Juan tinha consciência de que estava ali para jogar. Não estava ali para brincar.

– Hoje eu olho, daquele que eu convivi cinco, seis anos, hoje são poucos. Vamos supor, de mil caras que estavam ali nestes cinco anos, hoje são seis ou sete, como o Taison, o Pato, o Tite que está no Bahia, são poucos caras que hoje estão jogando. Tem cara que eu até convivi na concentra que morreu. Foi para o Pará, a polícia pegou, matou, enfim, são coisas bem difíceis. Mas graças a Deus, deu tudo certo.

Começou a jogar um Gaúchão pelo Inter B. O treinador da época era o Fossati. Juan estava treinando um dia e o Fossati fava olhando o treino e disse “eu quero aquele menino lá”. Porque o Walter e o Damião já tinham subido.

– Fui treinar uma vez com eles, treinei bem e o Fossati disse “não, deixa ele aqui, eu preciso dele”. Ele me inscreveu na Libertadores.

– Então as coisas só foram acontecendo. Porque, eu sempre acreditei que o futebol não é por acaso. Tu não chega num lugar, “alguém me mandou aqui”. Você tem que trabalhar. Eu sempre treino, sempre sou um cara que treino. Treino. Às vezes vou antes, se eu tenho que fazer alguma coisa. Eu nunca reclamei de trabalho, de físico, disso ou daquilo. Eu sempre  fui um cara que trabalhei.

Juan via jovens que tinham a sua idade e que iam para a noite com os caras maiores, e falava: “pô meu, a gente tá aqui, a gente é novo, a gente não tem o salário deles, os caras são juniores, a gente é juvenil, a gente vai ficar indo atrás dos caras”. Sempre pensou “no seu”, na sua família, porque depois as pessoas que dependem de você não vão ter nada e nem você.

– Eu sempre lutei. Sempre treinava. Sempre fui um cara que quando entro para jogar, eu dou a vida. Por que é o meu trabalho. Falam “ah, jogador de futebol não é trabalho”, mas ninguém sabe o que a gente passa, o que a gente passou. Então eu vejo isso como um trabalho, que eu tenho que estar ali pela minha família, pela minha filha, pela minha mulher.

– Então, são coisas que eu vejo que muito jogador acha que chegou no seu top e está bom, não, tem que sempre melhorar.

Juan vê o futebol como uma experiência boa e agradece sempre a Deus pelo dom que ele teve.

– O que eu posso passar é que não é desistir dos sonhos que você tem. Se você quer aquela coisa, você tem que trabalhar, não vai cair do céu.  Tem que trabalhar. Eu quero aquilo – vou consegui, vou trabalhar. Eu sou ruim da perna esquerda, tenho que melhorar – vou treinar a perna esquerda depois do treino, fica vinte minutos. Tudo você pode melhorar.

Machucou o joelho no final da temporada, e pensou que aconteceu a pior coisa, caiu o mundo na hora. Ficou com medo de não conseguir voltar depois.

– Falei, não, isso aconteceu. Vamos pegar como experiência, vamos ver o que vai acontecer. Fiz fisioterapia, estou fazendo as coisas devagar. Já me sinto melhor. Não sei como vai ser quando eu voltar pro campo, porque eu não fui ainda, mas estou confiante. Sei que o que aconteceu é como experiência, e vejo que eu tenho que melhorar muitas coisas.

– Não é porque eu cheguei hoje na Inter de Milão, e “estou bem”, não, tenho que melhorar. Quero ganhar títulos, quero estar melhor, quero ajudar meu grupo, tenho que ajudar minha família. Então, não é uma coisas que você tem que fazer, tem muita coisa que gira entorno que você tem que ver, parar e ajudar. Juan Jesus.

Assista ao vídeo:

Você sabe o que tem que melhorar?


Quero ser Jogador – o blog para quem quer ser jogador.


O blog de quem quer ser jogador. Compartilhe.