Entrevista Ivo Wortmann: “a minha história é atípica”

Por   | 

A história de Ivo Wortmann, ex-jogador e ex-treinador de futebol, é atípica.


Assista ao vídeo:

Categorias de base

– Eu nunca joguei em categorias de base. Tanto o Grêmio quanto o Inter na época me procuraram, mas eu estava no segundo grau (naquela época o científico) e meu pai não deixava eu sair do colégio que eu estava. Era o Julinho na época, tinha um corpo docente muito bom e na real, eu queria ter um outro tipo de atividade.

– Até porque, eu jogava futebol de salão, jogava na várzea, jogava futebol de praia, e até que eu fiz o vestibular para escola de educação física.

Primeiro teste (no Grêmio)

Seu pai estava de férias em Capão da Canoa, chegou um ex-diretor do Grêmio que foi uma pessoa muito marcante na direção do Grêmio que foi o Rudiani Petry, e ele convidou-o para fazer teste no Grêmio.

– Eu tava na praia, falei com meu pai, e disse, tu já fez o vestibular, se tu quiser vai lá. E eu fui, mais pra viver esta experiência do que na real, mais do que tentar ser um jogador de futebol. Só que as coisas deram certo. Eu era para ficar uns 15 dias lá fazendo o teste e em menos de 10 dias eu acabei assinando o contrato como atleta profissional.

 – E, aí foi um pouco uma dificuldade porque eu estava iniciando a escola de educação física na UFRGS e iniciando uma carreira como atleta profissional.

Prioridade: Estudo

Aconteceu o seguinte. Segundo Ivo, ele foi muito prejudicado neste período de três anos de atleta do Grêmio porque sua prioridade era o estudo. Não tinha como faltar provas. Não era uma universidade particular.

– Tive bons momentos. Até que eu tive um treinador chamado Otto Glória, que ele gostou muito de mim como atleta e me disse que no dia que ele saísse do Grêmio ele me levaria com ele para o clube que ele fosse.

– Coincidiu dele ir para o América do Rio, o Tarciso veio aqui, ganhou do Inter no Beira-Rio com o América, fez um gol e eu fui trocado por empréstimo pelo Tarciso. Deu tudo certo para mim lá e para ele aqui no Grêmio. No final de um ano, eles ratificaram a troca. Quando aconteceu isso eu já tinha me formado, e foi aí que eu virei um atleta profissional. Aí eu passei a viver do futebol.

Seleção Brasileira

Neste período, Ivo casou, foi para o Rio, e dalí no América-RJ ele foi Seleção Carioca, Seleção Brasileira – na Copa América de 1975. Depois em 1976/77 foi vendido para o Palmeiras. Ficou três anos no Palmeiras, teve a felicidade também de jogar na Seleção Paulista. E, com 30 anos, dois filhos, um já completando um ano e o outro para nascer resolveu voltar para Porto Alegre. Onde encerrou a carreira como jogador de futebol. Futuramente se iniciaria a história como treinador.


Você consegue conciliar futebol e estudo?


Quero ser Jogador – O blog de quem quer ser jogador.


 

O blog de quem quer ser jogador. Compartilhe.