Eduardo Gabardo: O eixo “Rio-São Paulo” no futebol

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Eduardo Gabardo, jornalista/ reporter esportivo da Rádio Gaúcha de Porto Alegre, compartilhou sua visão sobre a visibilidade do futebol no eixo Rio-São Paulo.

 

Assista ao vídeo:

Trabalho nas categorias de base

Eu acho que nas categorias de base hoje a gente tem bem definido onde é que se trabalha bem, onde é que se forma bem jogadores e onde não se forma bem. Independente de ser Rio ou São Paulo, a gente tem clubes. Alguns no Rio de Janeiro e em São Paulo, outros fora do eixo Rio-São Paulo, que têm um trabalho maravilhoso na formação de jogadores.

Os clubes formadores

O Atlético Paranaense em Curitiba tem um CT (Centro de Treinamentos) maravilhoso lá e é um clube muito elogiado por revelar jogadores. O Vitória da Bahia tem essa característica, tem essa tradição. Aqui no Rio Grande do Sul o Inter e o Grêmio trabalham muito bem essa questão. O São Paulo, o Corinthians, tanto é que o Corinthians foi campeão pela nona vez da Copa São Paulo. O São Paulo também tem um CT das categorias de base, que eu tive o prazer de conhecer, que é fantástico. No Rio de Janeiro, apesar de serem revelados muitos jogadores, em termos de estrutura eu acho que está um pouco abaixo.

Independente da questão regional, de estados, a gente tem clubes no futebol brasileiro que trabalham muito bem a formação de jogadores.

Futebol profissional

Em relação ao futebol profissional, grupo principal, eu acho que depende. Se a gente for falar do Rio de Janeiro, o Botafogo tem numa situação terrível. O Vasco tem uma situação financeira terrível. O Flamengo está se reorganizando. Mas, evidente que lá a visibilidade é maior, é imensa, muito superior que em outros locais.

Em São Paulo, já é um pouco diferente, a visibilidade também é maravilhosa, também é fantástica, mas a situação financeira talvez seja um pouco melhor que no Rio de Janeiro.

Dicas para um jogador profissional

Para um jogador profissional, ele ficando em um grande clube, tendo a possibilidade de jogar uma Libertadores da América, se ele tiver no Cruzeiro, no Atlético, no Inter ou no Grêmio (que este ano não está na Libertadores), eu acho que ele está muito bem. Não perde tanto assim. Mas, claro, que a visibilidade, não tenho dúvidas, que em São Paulo e no Rio de Janeiro é muito maior.

 

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