A história de Eduarda Luizelli, Duda, ex-jogadora de futebol

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     Eduarda Luizelli, a Duda, contou ao Quero ser Jogador, como começou sua carreira no futebol. Era vizinha do Valdomiro, grande craque do Inter na época, década de 70. Era vizinha de apartamento dele, seus pais e Valdomiro eram muito amigos.

– Aí surgiu a paixão pelo futebol e pelo Inter. Eu ia nos estádios, no estádio, Beira- Rio, eu ia com meu pai nos treinos, ia a todos os jogos, entrava de mão com ele. Então, foi aí que comecei a gostar de futebol. Nas horas vagas dele, ele não tinha filho ainda na época, e eu jogava bola com ele. Foi aí que começou minha paixão pelo futebol. Eu comecei a gostar, na minha época eu jogava só com meninos, claro, não existia futebol feminino praticamente.

– Logo aos 12, 13 anos, surgiu o Inter, futebol feminino, meus pais me levaram para fazer um teste, e lá eu fiquei. Fui para um Campeonato Brasileiro com 14 anos, feminino, não tinha entrado nenhuma vez e na decisão de terceiro lugar, faltavam 15 minutos para acabar o jogo, estava 2 a 2 e eu entrei e fiz o gol da vitória do Inter. O Inter ficou terceiro lugar do Campeonato Brasileiro e depois daí eu nunca mais saí do time.

     Duda não lembra a data, mas talvez em 90, teve uma seleção gaúcha, depois jogou no Milan e no Verona, na Itália. Logo, voltou para Porto Alegre com o objetivo de fazer uma escolinha de futebol no Inter, onde começou tudo, há exatamente 21 anos atrás.

– Assim começou minha história, posso dizer que uma história extremamente apaixonada por futebol.

[FUTEBOL FEMININO]

Hoje, infelizmente, no Rio Grande do Sul, os grandes clubes não apoiam o futebol feminino. Porque os dirigentes não recebem dinheiro com isso. Essa é a maior verdade do mundo, segundo Duda. Por enquanto. Talvez um dia, quando isso acontecer, quando existir venda de passe de meninas, talvez eles possam começar a se interessar e realmente a gente tenha um futebol feminino.

– Hoje a gente tem uma parceria com a prefeitura de Canoas – RS, que está incentivando muito o futebol feminino, de uma forma que a gente nunca teve. As seleções hoje das escolas da Duda, de futebol feminino, estão representando a prefeitura de Canoas.

– A gente tem uma das melhores equipes do estado do Rio Grande do Sul de futebol feminino, e a gente vem crescendo, no decorrer, vem acontecendo as coisas, vem o Campeonato Brasileiro, mas hoje o Campeonato Brasileiro só podem jogar time de camiseta. Tem a Copa do Brasil, que é onde joga o campeão gaúcho, e a gente espera/ nosso objetivo este ano é ser campeão gaúcho, para que a gente obtenha a vaga na Copa do Brasil.

Mesmo assim, Duda acredita que temos que crescer muito, com relação aos outros estados, como Santa Catarina é muito forte, Paraná é muito forte, São Paulo, Rio, as equipes treinam dois turnos, e essa é a grande diferença de investimento.

– Hoje a nossa equipe treina três vezes por semana. Isso é uma das dificuldades que a gente tem para concorrer com eles.

[MEIOS PARA SER JOGADOR DE FUTEBOL]

Para uma menina é muito mais fácil, segundo Duda. Se ela tem o dom do futebol, possuem o meio para ela chegar numa seleção brasileira, facilmente.

– Se ela jogar muito, precisa uma ligação, às vezes, ou, virem aqui, dar uma olhada na menina para ela realmente participar de uma seleção brasileira.

– Para o menino, já é bem mais difícil, eu acho que precisa, principalmente no meu ponto de vista, fora ele ser craque, ele precisa de uma estrutura familiar boa, sólida, porque ele vai ter que saber que, às vezes, nem sempre o melhor é o que joga. Então, acho que a família, a sustentabilidade da família, para a criança, para o menino principalmente ela é muito importante. Para a menina, também. Eu acho que tendo uma cabeça boa, acho que para a menina chegar lá, ela não precisa ser a melhor dentro de campo, ela tem que ser uma combinação, melhor dentro e fora de campo. Duda.


Assista ao vídeo:

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