A história de Cássio Dornelles, árbitro de futebol

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A história de Cássio Dornelles no futebol começou cedo. Gostava muito de futebol, só queria ganhar bola de aniversário. Surgiu a chance dele começar na escolinha de futebol do Inter onde jogou por cerca de um ano. Após, resolveu jogar futebol de salão (Futsal) no colégio onde estudava. Logo, surgiu outra oportunidade, de jogar na escolinha de futebol do Grêmio, no bairro Cristal.

Começou a jogar no Mont Serrat, antigo time de Porto Alegre, onde jogou durante um ano e meio até receber o convite do Inter para fazer um teste.

– Fui fazer o teste, fiquei uma semana fazendo o teste e fui aprovado. Fiquei durante três anos no Internacional. Durante um ano e meio como titular e depois me machuquei. Fiquei fora, ganhei peso, (fiquei fora quase um ano) e daí eles me mandaram embora. Quando eu voltei de lesão já me mandaram embora. Não esperaram nada.

Ainda tentou jogar, foi para o Grêmio mas ficou um mês e pouco. Nesta época existia muita rivalidade, os caras já o conheciam por ser jogador do Inter. Então ficou de lado.

– Dentro do futebol tem muito disso. Os caras que estão começando tem que ter a ideia de que ninguém tem time. Tu tens que ser profissional desde sempre. Só que quando tu tem a cabeça de guri, tu não consegue separar isso. Tu vai muito no amor, na paixão, e mesmo que tu não torça para aquele time, tu tá jogando para aquele time, tu quer ferrar os outros, tu quer só o teu. Então, quando cheguei no Grêmio, não fui muito aceito.

Cássio ficou perambulando por outros times pequenos e resolveu largar a carreira de jogador.

A ideia da arbitragem surgiu pelo facebook, olhando fotos das pessoas (feed de notícias), até que viu a foto de um colega da PUCRS entrando em campo, tirando foto com os capitães dos times, e se interessou.

– Fui atrás do curso de arbitragem da Federação,  no ano de 2011, mas neste ano não teve o curso. Fiz o curso em 2012 (seis meses de curso normalmente), com provas teóricas, físicas (onde rodam a maioria do pessoal). Na minha turma de 65, passaram 38, e a gente passou. Tem um índice de reprovação muito grande.

– Tô trabalhando ali, to bem motivado. É uma perspectiva boa de crescimento dentro da profissão, apesar de não ser uma profissão regularizada (essas coisas de carteira assinada, não tem), mas a grana é bacana e sem contar que eu gosto. A gente espera para estar escalado, espera ansioso, às vezes, as escalas. Mas, é isso aí, a gente vai trabalhando.

Cássio Dornelles também dá aula de futsal, porque todos os árbitros, que não estão lá em cima ainda, eles têm que ter uma outra profissão também. No início, principalmente, é difícil se manter somente via arbitragem. Pois são jogos somente finais de semana, um que outro no meio da semana. E, trabalha na área da educação física.

Assista ao vídeo:

Se você não for jogador, já pensou em conciliar a carreira com o futebol?


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